quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Feliz 2015!

    O fracasso do logos ( da linguagem e das nominações) é o fracasso das projeções. - Marcelo Ariel. (tese)
   A criança projeta seu ser - presentificado, na imagem a sua frente mesmo inominada, mas em dialética do sentir lingual, com sucesso de um existir saudável. Ricardo. (antítese)
  Feliz 2015! (síntese)
 
Feliz 2015! - aforismo, de Ricardo Rutigliano Roque, no link: http://ricardorutiglianoroque.blogspot.com.br/2014/12/feliz-2015.html . 

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Liberdade pra Cadeia Velha.


   O libertário vive e, em residentes da cidade, pula na garganta do almofadinha, que prevarique, na quebra do Estado de Direito - princípio a ser preservado, após o que vem o pragmatismo de gabinete.
   A estratégia do cinismo é fazer distinto do combinado, pro ônus ficar pro afrontado, da (in)consequente má notícia.
   Tolhê-lo se fizer, contraponto ao "Centro Vivo", conservadorismo pra turista ver, nesse "deixa estar - à ousadia", com memória à "repressão pedagógica" - medo fascista na veia das artes visuais e emancipadoras?!
    "Primavera dos Museus" - programa de política pública, pas...
sa longe, então pra quê?
    Postura simbólica.
    Sinto muito, diante da...

OCUPAÇÃO da CADEIA VELHA:
    Há problema - logístico pra plateia, em subir a serra, pra ver a diversidade teatral no palco.
    Isto é decidido - fazer aqui ou na Capital, se houver bastidor - na Cadeia Velha, pra consequente ocupação do NOVO Teatro Coliseu, com novos textos - defesa de uma política pública verdadeira.
    Sair de uma sala de aula pra ir a mais um "museu" na cadeia, o aluno fica refém - subliminarmente, de autoridade repressora, ao invés de emancipar-se na liberdade de... pensamento.
    Há ousadia ao contrapor-se, também, à lógica de mercado, de arte reducionista - dos globais, em seu espaço: sucursal global - prédio de "A Tribuna", que alberga seu complexo - em acabamento, quase na mesma quadra do Coliseu, para ali sim os artistas globais repetirem seu teatro de variedades, imposto por sua maciça presença midiática, para que assim o Coliseu possa, finalmente, assumir seu verdadeiro desafio de, sem dar lucro, conquistar novas plateias, para o erudito e artes cênicas desassossegadas - plenas e diversas, de Cultura.
    O que seria da Cultura Médica e de seus pacientes no S.U.S. - Sistema Único de Saúde, se este só tratasse de doenças que dessem medo ou lucro?
    Oficinas culturais emancipam em cidadania plena, sem os grilhões do mercado e do medo paralisante.

    Quais são as perspectivas de interferir - democraticamente, no Museu do Café - gestado pelo mesmo instituto - interessado na terceirização também da cadeia? Ali o restaurante em seu último andar - revestido em madeira de lei e boa acústica, está desativado e não vira um espaço musical por qual razão - por exemplo?
   Discutir, pra mim é isso, ou não?
Ricardo Rutigliano Roque - moderador do Cultura Caiçara. 

Aforismos - Ricardo Rutigliano Roque, http://ricardorutiglianoroque.blogspot.com.br/2014/12/liberdade-pra-cadeia-velha.html.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Seu Sorriso...


Seu sorriso
de canoa
já navega
em meu mar
de esperança.


Seu Sorriso... - versos, de Ricardo Rutigliano Roque, no link:

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Joga Gude Que Vira Bola.

 

Vamo-que-vamo com inflexão dá briga moleque.
O lúdico esclarece - rapa em bolinha de gude,
pelo maior dos meninos, falta introspecção, não!

Pedagógica, a cultura machista recrudesce,

a judiação está na não prática de esportes.
Só desportismo é insuficiente pra dissipar.
 
Energia acumulada - programa preventivo,
dá pra elaborar - ideal pragmático é bem vindo.
Há torcedor que apenas sobe em ônibus fretado,
já na estrada de volta - ausência de ação,
prevaricação do agente público - limite há.
Arte dá vivência antecipada, desde que a reflita.
 
O jornalismo investigativo a explicita,
há dificuldade de cada coadjuvante ceder,
protagonismo no jogo criativo bem jogado,
há tensão no concreto armado, na falta de um espaço
insuficiente pro fragilizado ser evocado -
ausente construção do personagem está patente.
 
Desde aí há construção de uma sociabilização
desconstruído respeito ao outro ao compartilhá-lo.
O fascismo mostra quando extrapolado o seu poder
oriundo da lei que o nutre há sua real vontade
submeter sem recombinar medidas palmo à palmo.
Ausente ética - percepção real de cada um.
 
Parece que aforismo traz amadurecer focado
na historicidade acumulada que a contenha,
já opinião projeta sua impressa vontade -
coerência perdida em sua miríade só.
Coletivo assemelhado ao que acabo de emitir,
há sua presença assim no campo como arquibancada.
.
Joga Gude Que Vira Bola - versos, de Ricardo Rutigliano Roque, no link: http://ricardorutiglianoroque.blogspot.com.br/2014/12/joga-gude-que-vira-bola.html .
 


 
 

sábado, 29 de novembro de 2014

É Natal.

 
- Do nono aqui uma lágrima...

Está nessa prosa
meu amor à vida
prova infinita
da realidade.


- Pra cada pingo do i...

Está em tais versos
meu querer que leia
projeto impressão
de gozoso dia.


- Desde o ápice dessa que é
a nona - meu feminino...


Está em meu ato
perpétuo socorro
percepção retida
parte do vazio.


- Na ordem do alfabeto.

É Natal - versos, de Ricardo Rutigliano Roque, no link: http://ricardorutiglianoroque.blogspot.com.br/2014/11/e-natal.html .

domingo, 23 de novembro de 2014

Encontro o menino sob uma sombra.


Um encontro pode estar no calor,
do sempre compartilhado leite materno,
e no frescor da água buscada na fonte;
nas pegadas de um passado,
na verdade presente,
ou em por vir incerto:
num encher de esperança com brincadeiras de uma criança.

Numa racionalidade que nos redima,
da ignorância de tantos saberes;
na deferência da simples presença,
um brinde ao determinismo biológico, que nos una,
e intimismo que traduza o universo de cada um;
num drama grosseiro para o bem de uma literatura maior:
mais importante que a própria realidade ou seu duro relato.

Numa afirmação da pura existência,
num mimetizar da obra do padre Vieira,
naquilo que também há deixado de dizer;
num toque de alguém sinestésico,
olhar de alguém visual,
palavras de outro ou
audição de outrem, mais cognitivos;
na tristeza de um até logo,
para além de uma exigente convenção.

No relato de um escriba,
receita de um curandeiro,
carregada em meio à poeira de um viajante,
sob o céu de um sonhador,
sob os ângulos das estrelas, medidos por um menino,
para a ginástica humana de sua professora.

Apenas num retorno às origens,
na degustação de uma mesma pizza de duas cozinhas,
no sorver de um champanhe, com gosto de vinho tinto e seco,
sobre uma mesa apoiada na argila,
numa insistência em nos separar
da subterrânea e pura água guarani.

No silêncio incontido de uma reflexão,
traduzido numa gota de suor que esconderá a lágrima,
refletindo o orvalho em meio à seca;
mastigar que reprima o sorriso,
recobrindo uma plenitude de alma,
tudo numa abordagem poética que pare o tempo.

Há deportação
no livro que a emoldura -
fascismo julga ao longe.

Balança onda
natural induzida
toda ornada
maré alude
radical alinho
veludo indelével
lúdica harmonia
avistada.

 Cria... repercute
inocência até
nascer ameríndia
camaradagem.

Bebê ouve
nativo insonoro
telúrico sentir
melhor ao regurgitar
alimento vida
íntimo lar
há alegria!


sobre sua cabeça,
seco no forte sol -
o sapé refresca.
.
Encontro o menino sob uma sombra - versos, de Ricardo Rutigliano Roque, no link: http://ricardorutiglianoroque.blogspot.com.br/2014/11/encontro-o-menino-sob-uma-sombra.html .

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Linguagem Vizinha.


Já o via antes
oníricamente
precavido agora
ungido liberto,
ontem cativado,
hispânico ar...
linguagem é a
única xangrilá,
retida ouvirá,
quem utilizar
emudece a sós.


Linguagem Vizinha - versos, de Ricardo Rutigliano Roque no link: http://ricardorutiglianoroque.blogspot.com.br/2014/11/linguagem-vizinha.html .