quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Práxis!

Práxis socializante é destruída,
no atacado pra vender ao varejo,
na grande mídia!
rrr./

segunda-feira, 30 de outubro de 2017

O Último Poder do Anarquista!

A palavra oral é,
dos analfabetos da escrita,
o último poder do anarquista!

rrr./

domingo, 29 de outubro de 2017

Tua Água Aporta.

(“Ela Me Abriu a Porta”).

Não há água escapulida, chove em ti.
Nega-te à assorear, na enchente bebes.
Aninhas-me, tão embalado sonho-te já.
Minha natureza. Ficas em teu rio caudal.
Moro aí, enriquecido, em teu fluído.
Mangue à filtrar o orgânico, afinal.

Chuva instilada da margem te faz rio grande.
És água de beber, igual àquela, tu corres.
Desde a nascente, originas meu beber.
Existes apenas nascente, ao brotares?
À jusante tu és gota à gota. Instilas.
Água das margens à direita e à esquerda.

Liberas o fluir da chuva, pouco à pouco.
Tua exasperação. Vens de incorreção.
Teu renascer acontece em todo trajeto.
Mata ciliar, em tuas margens, água tem.
Esta liberas, na estiagem, só aos poucos.
Evaporas, e nas moradas do céu reténs.

rrr./.

sexta-feira, 27 de outubro de 2017

Onde Corre Água

O Blues canta a mulher metendo a mão no bolso do negro, ela a figura metafórica do patrão - senhor escravocrata do algodoeiro Estados Unidos. 
Dar voz à quem não tem é a função do escritor. 
Borges era segregacionista, quanto ao negro. Eu fico com o Blues e a Capoeira, esta também manifesta luta. Uma pra manutenção da alma, em música, e outra pra fortalecer o corpo, em dança. Submeter-se ao senhor dominante seria, metaforicamente, o aforismo poético "chuva no mar é desejo" - Flávio Amoreira Viegas, se inverte o sentido desse fluxo e de alma, na corporificada água que nutre a nuvem e desta a fome do homem em sua lavoura, por evaporação, pra tirar, sem ceder mais água ao elemento dominante, a salgada água do mar!
rrr./
https://m.facebook.com/groups/962601467174094?view=permalink&id=1196568387110733

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Banho Presente.

("A Lista de Presença").

Caixa avisa, prefere gestante.
Filho dirige, carrinho, rasante.
Fila anda com seus pés sós, ilhados.

Digitar senha, empobrecer cristo.
Shorts e maiô, convite ao mergulho.
Crédito, débito, aguarde isto.

Fuga com seu umbigo rumo à água,
dirigido banho sem nenhuma mágoa,
humanizado minimalismo é
nosso relaxante nesse mar aberto.

Colorido cartão não detiver,
arrasta o chinelo, põe camiseta,
se luz-neon exuberância der.

Rosa, vermelho, azul e seu preto,
praia, você, iluminismo, gueto -
na mucosa, unha, céu e cabelo.

Laços sem nós, que bem, feminino faz
à pequena vida de sombrinha minha,
inspirada aqui em Vinícius, dê mais
gratos abraços, Moraes em oficina.

Você poeta à espera, menina.
Vários minutos de perda na esgueira.
Terra na mão, sozinha não germina.

Saborear à noite é a pedida,
frescor da feira, escolhida em vida,
mesmo na chuva com lua escondida.

rrr./

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Ritual de Passagem.

("Linguagem de Almas")
   Faltava a insígnia, àqueles dois escoteiros no barco, de adestramento na formação necessária!
   - Já faziam por merecer presença, pois estavam em franca evolução, Tatao! Eles iriam demonstrar o conhecimento assimilado a seu chefe durante a viagem.
   - Apenas se fizessem jus à insígnia em tal esforço, todavia, só lá na praia, Bio! Mas, soube que um deles começou a vomitar em meio as respostas, da boca e do barco pra fora, tanto quanto o vento permitia.
   - Até parece que você estava lá!
   - Eles me contaram, depois do episódio.
   - Foi assim. Os barcos singravam o mar da Baia de São Vicente, em formação de esquadrilha de aviões, ali em estreitada saída a mar aberto, quando tal emese se deu.
   Há bancos de areia na Garganta do Diabo, desde a Ilha Porchat à ponta do costão rochoso, maciço do continente sul americano, que separa a praia de Paranapuã da Itaquitanduva. Ali se formam ondas, em corrente marítima em tal estreitamento, que quase capotam sobre si mesmas, ao subirem em cristas sem volta, pois não se quebram!
   - Ali uma onda, atrás da outra, dura.
   - À espera da melhor onda havia uns três surfistas, sem nenhuma pressa.
   Permaneciam sentados, com seus cabelos compridos, sobre suas pranchas, só levemente curvados.
   - Era uma situação insólita, não?!
   - Como assim!? Era um contraste libertador, para os jovens impecavelmente vestidos dentro do barco – lenço ao redor do pescoço preso por arganel de couro, sob a visão de protagonismo jovem, com ou sem tutela adulta.
  - Você os recebeu ainda lobinhos, ao passarem a escoteiros, meu pai, desde as mãos de minha mãe a Kaá e de seu predecessor na chefia de tropa, deste a mulher- Baghera, respectivamente cobra e urso de alcatéia.
  - Saudoso Marinho. Este em verdade foi quem os recebera ainda lobinhos, na travessia do rio imaginário, do “mundo do Mogli” – menino da selva, como você bem sabe, com o apenas auxílio meu à época.
   - Mas, havia uma fragilidade de “escoteiros da terra”, nessa entrega de seus destinos ao timoneiro de barco.
   - Faziam uma atividade marinha, vivendo uma aventura com segurança, mas em diferente ambiente daquele onde adestrados. Apesar da maioria ser nativa daqui.
   - Vestiam coletes salva-vidas e eram bem acompanhados, por outro barco de bombeiros, à espreita.
   - Os barcos eram de madeira, com motores fortes de centro e, portanto, silenciosos.
   - Os olhares surpresos, foram perceptíveis em prova heróica de bom prognóstico, capacitador de seguir em frente e, quiçá, logo mais sem a ajuda de um adulto. Esta na visão ensejada.
   - Um estímulo mútuo, empírico e estudado.
   A saída de Itapema em barco, seguida de uma volta de quase 360º em torno da Ilha de São Vicente, ao redor das cidades de Santos e São Vicente, com chegada prevista à Ilha de Santo Amaro, com sua cicatriz imposta à Mata Atlântica pela cidade de Guarujá, mas esta protegida em passado recente, de ataques marítimos à sua face em mar aberto, por forte em extendida defesa à costa brasileira, num périplo curto, se comparado com a da família de Bio e Tatao, desde a Itália.
   Somente o lema anterior deles, enquanto lobinhos, “melhor possível”, em meio à alteridade do “sempre alerta” dos escoteiros, para enfrentar tamanho estímulo escalonado, à zona de segurança, esta desafiada em seus rituais de passagem, na defesa da própria vida!

rrr./

domingo, 15 de outubro de 2017

Fabião Nunes!

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rrr./