domingo, 24 de agosto de 2014

Reboca o Navio.


em meio à pequena sombra
os raios de sol -
árvore sem folha


Somente o navio é melhor, do que o rebocador,
utilizado, que fica no livro mais do que lido,
na função de puxar ou apenas de empurrar.


Fica onde está até receber aquele estímulo,
aquele estímulo recebido onde está?


...necessidade navio que estimula, ali,
nele navega esse viajante navegador
ao ter sido tirado de onde estava parado.


gira na mão
movido à correria -
catavento colorido


colorido catavento
movido à mão correria?
 
Musicados por Roque & Baraquet, no link: https://soundcloud.com/user109475440ricardoroque/reboca-o-navio , os versos - Reboca o Navio, de Ricardo Rutigliano Roque, do: http://ricardorutiglianoroque.blogspot.com.br/2014/08/reboca-o-navio.html .

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Nazismo.

 
Amarga colheita de uma guerra que já mutila
tanto a humanidade - finito sentimento humano,
pra dar eternidade à emoção mesquinha - barata.

 
Reflete esse roubo imagético, receptação
do podre fruto que merece mão insensível - às favas,
inescrupuloso apócrifo, mesmo institucional.

 
Oralidade rascunhada, historicidade à sujo -
ética fascista que subjuga tanto indivíduo
ao estado de coisa, é horizontal contra propaganda.


Nazismo imperialista que escolhe a sua vítima,
ao fazer da vida um recreio para os fracos, agora
uma química falta de ética humana asfixiada.

 
Ao invés da breve proposta nazista, de domínio,
contra suprema raça - ali é só masculinizada,
há democracia bendita - envelhecer natural.
 
Parece que o fascismo nazista é, ali, aceito,
mas preferível abrir porta à descendente concebido -
biológico, mais humano - figura bem gestada.

 
Ato dá aula, nesse vertical e estético beijo,
correspondido, em tempos idos, com minha Europa -
palco de batalha carcomida, agora cultura.

 
Nazismo - versos, de Ricardo Rutigliano Roque, no link: http://ricardorutiglianoroque.blogspot.com.br/2014/08/nazismo.html

domingo, 17 de agosto de 2014

Parabéns pra Você.


Minha percepção... presumidamente racional,
por agilidade reptiliana é invadida.

 
Ao levantar um brinde
com brigadeiro à boca,
viçoso chocolate
...lábios a entrever.


Parabéns pra você, redunda em sua festa de
aniversário... urge volta sem você ter ido.

 
Pensamentos alegres
com seus votos de vida...
ao fechar de seus olhos
absortos no morder.
 
Intendência dá ferramenta... há tese de
vida simples longe do balcão onde a via.
 
Em meio a consistente
granulado, trazido
por forminha na cor
que abre pra seu sorver.
 
Receita dali... quando se debruça, há antítese
em urgente atendimento da contradita vida.
 
Mil parabéns pra você,
é compulsória postura,
minha, que trocarei por
um consensual abraço...
 
A conflitante incoerência gera o chorume,
ao tocá-la prolongado sentimento dá prosa.
 
...pois mais vale doce com
conteúdo - partilhado,
que mil forminhas vazias
ainda que sejam minhas.
 
Horizontal e ética, filtrada dá sintética
emoção poética - estética, a mais cortante.
 
Parabéns pra Você - versos, de Ricardo Rutigliano Roque, no link: http://ricardorutiglianoroque.blogspot.com.br/2014/08/parabens-pra-voce.html . 
 

sábado, 9 de agosto de 2014

Pio pra Seu Piar.


um canto solitário
aguarda uma resposta -
bem-te-vi
 
participo com meu piu-piu-piu, mas
de tão longe, quase inaudível está,
pra mim, só me chega piu do seu eco
de dois que eu mando e, assim, a abraço
toda, pra acarinhar... há tanta pena!
 
mesmo na gaiola
um som de liberdade -
gorjeio na manhã
 
minha penugem cinza... é nuvem de
chuva, a sua branquinha... é um sol claro,
balanço tão devagar faço sombra,
a sua rabisca de branco o azul
do céu, ao vento, no bater de sua asa
 
cochilo no parque -
entre dueto de trinados
me espreguiço
 
Pio pra Seu Piar - versos, de Ricardo Rutigliano Roque, no link: http://ricardorutiglianoroque.blogspot.com.br/2014/08/pio-pra-seu-piar.html .

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Diálogo Caiçara com Aquele que Navega outra Água.


Diálogo Caiçara com Aquele que Navega outra Água - evento e livro.

 É pra prestigiar a Arte, indo lá, onde sou parte dela.
 Na estátua do pescador, próximo ao aquário, reme o caiaque, à dois com autor do livro, desde o trapiche, ali exposto, até a Fortaleza da Barra Grande, em prosopopeia tátil, com livro lá lançado e comprado, à mão.
 No domingo de finados - 2 de novembro de 2014, depois do sol, forte, das 15 horas.
 Grato e inté lá - https://www.google.com.br/maps/place/Pra%C3%A7a+Vereador+Luiz+La+Scalla+-+Ponta+da+Praia,+Santos+-+SP/@-23.987431,-46.307799,15z/data=!4m2!3m1!1s0x94ce026a4fa0ed71:0x87c3c6ab4cae1e18?hl=pt-PT .

  Ricardo - curador do evento e autor do homônimo livro.

 
   Quando o poeta fala, como às vezes o faz, em alcançar a imortalidade através de sua poesia, não pretende dizer que espera, como Fausto, viver para sempre, mas que pretende ressuscitar dos mortos. Na poesia, como em outras questões, a lei determina que todo aquele que deseja salvar a própria vida deve perdê-la. W. H. Auden.

FINADOS.
Vou em direção de meu neto, que chega em Guarulhos, com permissão, suposta, dos mortos em 2014 e me ausento de homenagens públicas a
esses, nesse ano.
Grato.
Ricardo
.
 
 
Diálogo Caiçara com Aquele que Navega outra Água - evento e livro, de Ricardo Rutigliano Roque, no link: http://ricardorutiglianoroque.blogspot.com.br/2014/08/dialogo-caicara-com-aquele-que-navega.html .

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Caiçara.


os raios de sol
em meio à pequena sombra -
árvore sem folha
 
Quão citadino está aquele,
nascido em Santos, com passiva
abertura de alma, à
presença europeia, trazida
pelo navio, via porto, e...
 
em busca ativa - artesanal,
 
...à caiçara - europeia,
guarani e africana, ao
subir no trapiche, no embarque
em catraia, oi leva eu,
encontrar-se consigo mesmo.
 
a vara enverga
desde o manguezal -
emerge o robalo

 
Caiçara - versos, de Ricardo Rutigliano Roque, no link: http://ricardorutiglianoroque.blogspot.com.br/2014/08/caicara.html .

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

A Rosa e a Bola.


nasce a manhã...
jogo em úmida sombra -
criança na árvore
 
...em cimentado jardim, gol caixote -
seu neto Betinho foi quem chumbou,
traves de ferro espinham sua alma.
 
Dona Firmina lhe devolve a bola...
a rosa nasce sozinha e o gol,
ainda a ser feito, por seu menino.
 
delicada presença
em jardim de outros matizes -
lírio da paz
 
A Rosa e a Bola - versos, de Ricardo Rutigliano Roque, no link: http://ricardorutiglianoroque.blogspot.com.br/2014/08/a-rosa-e-bola.html .