domingo, 17 de novembro de 2013

Pede Água.


Meus beijos em toda sua matilha,
em merecido descanso, na
casa em zootecnia, sonora
voz humana em fábula, percebo 

seus desejos em prosopopeia
de seus elementos naturais,
igual poeta, amplia contexto,
ao deixar cama em pequenos passos. 

O combalido já pede água e
também o prestes a adolescer -
assemelhado ao adoecer,
embutem sede, sem o saber. 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Proclamação da República Caiçara.

Convido-os, pescadores de caiçaras, à sua proclamação, em seus contextos, concomitante ao grito de independência, do papel de folclórica colônia, ao assumir sua cultura viva: Mata Atlântica em seu orquidário e Oceano Atlântico em sua Baia de Santos e, com seus habitantes do aquário, ao lado do pescador de caiçaras, eternizado na estátua agora vivificada.
Preparem seus poéticos manifestos.
Que a rede desse pescador pegue pequenos peixes, estes cresçam e, em conteúdo desses nichos, encham a mesa da diversidade cultural.


Estão todos convidados.
Ricardo Rutigliano Roque - facilitador, do Poesia & Música à Rua.
Em tempo: quando - sábado, do Feriadão da Proclamação da República, dia 16/11, e onde -
15h-16:30h no orquidário, em seu anfiteatro, com Ricardo Roque.
18h-18:50h no aquário, em sua praça, na estátua do pescador caiçara, e
21:30h-21h também ali, com Carlos Lineu e Ricardo Roque.


Dinâmica da Proclamação da República Caiçara.
   Cada trupe estará inscrita, ao levar um pano branco - pode ser um lenço, em mãos, na fonte da estátua do pescador caiçara - praça do aquário, sábado - 16/11, as 18h.-18:50h e/ou 20:30h-21h, com sua logomarca ali escrita.
   A poética versará - dita, entoada ou dançada, a temática caiçara, que será aferida pelo trajeto que o público empurrar o palco-barco, à frente.
   Sua marca  será desfraldada, sobre a vela - esta já deverá estar lá, presa a paus - forquilhas de goiabeira, envernizados e içados sobre o palco mambembe, de ferro fundido e madeira em estrado também envernizado, 180cms x 180cms em "T" basculante com rodinhas, antes e depois do "Chorinho no Aquário", com início no pescador - estátua, itinerante pela praça, de onde se moverá, mas proibido será deixá-lo em zona de calmaria - espaço sem público, senão ele ali encalhará.
   É uma brincadeira poética, pra quem tem bom humor. É uma viagem em barco à seco. Um ode ao paciente da saúde mental do "Lar Abrigo" - Carlos, Reinaldo e Domingos, no orquidário, as 15h-16:30h. Um enfoque infanto-juvenil no pescador as 18h-18:50h e quiçá mais adulto as 20:30h-21h. Há desneurotização - presunçosa minha, na proposta.

   A proposta é, também, pra leitor que, desembarcado de sua leitura, ao perder a fisgada, de seu anzol cognitivo de poeta, este poderá conduzí-lo à aprofundada leitura, em águas sinestésicas de barco a desencalhar, indo à distância proporcional àquela, que falta, para ser aportado. Que tal? Quem aceita o desafio? Abs. Ricardo - facilitador, do Poesia & Música à Rua.

Ricardo Rutigliano Roque, no link:



sábado, 9 de novembro de 2013

Pintassilgo, Chuva Criadeira e Chorão.


ao nascer da manhã
um trinar mata adentro -
Pintassilgo a voar. 

prenúncio de brotos
na estação de trem -
Chuva Criadeira.

os pingos caem da folha -
força do vento
balança o Chorão.
 

Poesia & Música à Rua - conceito e mecanismo.


Conceito: Santos é mais do que uma visão, é, sim e também, um sentimento de quem a habita, mediado por disponíveis olhares, aqui, além da visão dos visitantes de sabores conquistados – praia, aquário e orquidário, para não tornar-se folclore, na defesa das mãos do artista que queira viver Cultura Caiçara próxima de suas raízes, ao vivo e ofertá-la em livro e Cd, àquele que vive e visita a cidade. Há, portanto aqui, respeito à busca passiva, por pequenos leitores e ouvintes. Subir a serra é uma prerrogativa do artista - busca ativa de leitores, porém, existe essa forma, aqui, proposta.

Mecanismo: dizeres ao vivo, em livros (*) e Cd’s, aqui exemplificados por mais de 40 haicais - 4 estações, que ligam a terra ao homem, como ferramentas da busca por esse homem caiçara em solidária postura, enquanto oficina – presencial do autor, em instituições de ensino e de saúde mental, para confecção de capas artesanais em dinâmica, includente, já no preenchimento de ficha de inscrição – disponível em livro vivo, porquê dinâmico, para tal exercício, a partir de ocupação de espaços centrais da Cultura Caiçara: o mar, o habitat de seus peixes, e sua Mata Atlântica.
                                                              Ricardo Rutigliano Roque – facilitador da proposta.

* Caiçara em Haicai - livro, a ser lançado no Feriadão da Proclamação da República, sábado - 16/11/2013:
as 15h.-16:30h no anfiteatro do Orquidário Municipal de Santos, e as 18h.-18:50h. no entorno da estátua do pescador, da praça do Aquário Municipal de Santos, antes do "Chorinho no Aquário" - Ricardo, e depois - 21:30h-22h - também com Carlos Lineu. (Fortaleza da Barra, Poesia à Rua, Uma Chama Atlântica, ...da Mata Atlântica ao Neruda – livros já disponíveis para leitura e/ou compra no bazar do aquário).
 

Ricardo Rutigliano Roque, no link: http://ricardorutiglianoroque.blogspot.com.br/2013/11/poesia-musica-rua-conceito-e-mecanismo.html .

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Tu Ris, Se Eu Soluço.


Cabelo despreocupado
sorriso mais estimula
crer que estejas tão sã
quando afrontas fica claro...

Tu ris, se momentaneamente,
solução desarvorada
intuída controvérsia
rápida rasteira e só. 

Falta-te misericórdia,
sem cortina de fumaça
aparenta teres jogo
de ataque pra defesa.
 
Não tenho o que te falar
já que não fui a chamar-te
fustigar não é feitio
de quem tem a alma pura.
 




quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Mãe de Pobreza Caiçara.

 
Vontade de existir, ir,
interior reflexivo
de Rodin, sem perder pés
e braços, à pé desde Iguape,
ao tomar café passado 

com cana de açúcar, até
Peruíbe pra buscar
açúcar - Café com Peixe,
diferente de vender
barata terra caiçara 

já citadina cultura,
sem raízes pra comprar
um só cheiro de automóvel,
que é o perfume de carbono
sem o filtrar de seu mangue 

agora enterrado, em jogo
de escárnio não estadista...
no Guaiba descoberto
sumiram 60 praias –
dali retiraram areia. 

Autoridade autoriza...
quanto de mangue sugou
pra pobreza caiçara
ficar sem expor suas raízes
pra alguém se locupletar. 

Aguardava com argila,
suas generosas mãos,
a chegada dos que vinham
morro abaixo, pela
Trilha do Boi Morto e só. 

Uma cantoria
é o pouco que basta –
Cigarra de Outono. 

Imortalizado, agora
conta com mãos,
igualmente generosas,
não mortificará as dele -
arteira arte: dominar. 

Espera clarear,
um chão forrado de folhas -
Noite Alongada. 

Seu indômito domínio
Masserati eixo quebra
no dia 1º. de Maio,
valia trabalhador -
mais capital desempregado.
 
Versos originais de 11/05/2013, de Ricardo Rutigliano Roque - http://rutiglianoroque3.zip.net, e aqui no link: http://ricardorutiglianoroque.blogspot.com.br/2013/11/mae-de-pobreza-caicara.html .

domingo, 3 de novembro de 2013

Concerto do Madrigal Ars Viva - 70 anos do maestro Roberto Martins.


   Hoje - domingo, 03 de novembro, as 17h. na Ordem Terceira do Carmo - entre Pças. - Barão do Rio Branco e República, ao lado do Mausoléu dos Andradas, concerto do Madrigal Ars Viva.
   Inté lá.
   Ricardo.

Em tempo - compositores - das obras, deste concerto:
Alexandre Zilahi;
Almeida Prado;
André Ribeiro;
Bruno Kiefer;
Gilberto Mendes;
Gil Nuno Vaz;
Jair de Santos Freitas;
João Carlos Rocha;
José Simonian;
Lincoln Antônio;
Roberto Martins;
Sérgio de Vasconcellos-Corrêa;
Tarso Ramos;
Ulysses Mansur, e
Walter Jr.

Ricardo Rutigliano Roque - admirador, no link: