quarta-feira, 15 de janeiro de 2020

Há Cão do Coração

Coração do Pé de Cãozinho
Que tal fazer um coração de pano concavo e com dois elásticos para encaixe em pata de cachorro? Ofereça a cada cuidador que passeie com seu cão, isto para lhe munir de sapatilha para quando o chão estiver quente! Que te parece?

rrr. / passeantes conscientes.

domingo, 24 de novembro de 2019

Derrama à época de alferes ao Derrame de dentista atual!

  Joaquim José da Silva Xavier era súdito da coroa portuguesa e alferes no Brasil Colônia, e contra imposto cobrado por Portugal. Já no Brasil atual o dentista, Sábatos, sofre inesperado derrame ao receber honorário antecipado.
   A falta de Humanas traz, àqueles da área de Biologia, ausente traquejo inicial em dar más notícias, principalmente se fragilizados.
   Paguei o tratamento dentário a Sábatos, profissional competente, mas, esse veio a ter um A.V.C. - Acidente Vascular Cerebral Hemorrágico. Derrame mais comum por pico hipertensivo e menos por rompimento de um Aneurisma.
   Em Ribeirão Preto o acometido Sábatos se recuperou, contrariando a estatística adversa; porém não poderia fazer frente a tal encargo; com sequela previsível tinha limitações, apesar do magnífico resultado proporcionado pelo pronto atendimento e tratamento de retaguarda, dados pela Neurologia.
   Eu havia recebido a indicação para Sábatos, através de colega médico em hospital, onde atuavamos como residentes, eu acometido por dor e ele cardiologista.
-- Eu já paguei pelo tratamento.
-- Falarei com minha mulher, irmã dele e também dentista.
-- Releva o ímpeto pronto socorrista, por dor que me aflige, mesmo parecendo individualista e insensível o meu atropelo, nessa abordagem?
-- Relevo, claro.
-- Grato.
   A irmã de Sábatos foi quem se incumbiu daquele tratamento, a mim prestado.
  Quiçá o procedimento esteja, na vigência do A.V.C., padronizado em quase todo Sistema Único de Saúde; apenas aguarda que os impostos, aqui pagos e retidos, custeiem os presentes danos em estressados republicanos.

rrr. / médicos.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

O Papa e o Lula.

P az
A o
P rovar
A

E scandalosa

L eniência
U ltimada!
L iberdade
A tivada!

rrr. / pensantes.

https://exame.abril.com.br/brasil/papa-envia-carta-a-lula-lamentando-perdas-e-pede-que-petista-nao-desanime/

https://twitter.com/RicardoRutiglia/status/1134037093167054848?s=07


segunda-feira, 27 de maio de 2019

Eliane Catanhede

É
L ibertário
I nvestigar,
A ssim
N utriria
E nsaio.

C omeçar
A ferir
T rabalho
A politicamente.
N ação
H averia,
E stado
D emocrático
E mergiria.

rrr. / pensantes.

domingo, 26 de maio de 2019

PUERIL DECLARATÓRIO.

Estilo de jornalismo declaratório pueril, da Eliana Catanhede, longe do investigativo já esteve em moda.
Descer do palanque está difícil, para estudar os índices bem antes do Temer e depois no atual governo, pois daria trabalho. Por isto é estéril abordagem ao estilo, adjetivador, de Catanhede.
Fico com o Tykanori que, junto com o Capistrano, tirou o lucro de insano moralista, em cima de insanidade ética dos pacientes e clausura sumária. Hoje há deturpação superlativa, para perverso sofrimento impingir, com reformas que tiram direitos e mantenham privilégios. Parece-me.
A matéria humanista vai contra reinaugurar o Raul Soares da vertente moralista, da advocacia, esta que deturpa a realidade nacional, com flashes exagerados do exterior, isto para quebrar a política Sul-Sul hemisférica, para se tornar um país de segunda linha. Como Puerto Rico. Este esteve sob furacão, longe de ser tratado como estado norte americano.
Norte sul é submissão, seja qual matiz política. Política pública é meu nome, longe de entreguismo atrelador.
Bom domingo.

rrr. / pensantes.

domingo, 24 de fevereiro de 2019

O Que Corrompe!

O que corrompe é corrupção!
   Tarjar dizeres de quem desce morro favelado!? Mas, se na zona sul há cavalo que diz, ao relinchar no pasto de grama, esta junto à mata ciliar do jundu, aquilo que rumina: que a grama junto à mata secundária da encosta não é tão verde!? Não sabe que são partes avizinhadas ao mesmo bioma Mata Atlântica e fruto da mesma fotosíntese!?
   Em defesa contrária disso bradar com o chicote de capitão do mato na mão!? Este terceirizado dos de cabelo supostamente bom que, ao passar a mão na cabeça de alguém com "cabelo ruim", se acha melhor por portabilidade da luva de pelica da cor branca da "paz"!?
   O capitão do mato "cabelo bom" atrela, desde Nixon, o dólar ao padrão petróleo. Mas, crê que a crise humanitária do Haiti, com aqueles da cor de petróleo, é indigna de ajuda, apesar de mais avizinhada que a Venezuela desta mesma postura algoz!?
   Já o de olhos puxados, apesar de cabelo bom, persevera no padrão ouro, por coerência com a similar cor da pele dele, sem renegá-la.
   Se há ao norte americano aquele que gosta, dentro do capuz branco em organização risível KKK, da cor negra do petróleo!? Nesta coerência deveria gostar dos haitianos e de seus próprios afro descendentes! Assim como já gostou da cor amarela do ouro, e das bananas do Haiti.
   A cor branca do açúcar refinado, da paz, é melhor que a cor marron do mascavo e da pele dos venezuelanos!
   Parece-lhe!?

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

Assembléia Geral Extraordinária: eventos 03 e 04/2019.

Santos, 15 de fevereiro de 2019.
Assembleia Geral Extraordinária do Acervo dos Escritores Santistas, em 15/02/2019, no Poupa Tempo as 15h30.
Pauta: deliberação sobre eventos em março e abril do corrente ano, desse coletivo cultural, sem CNPJ. Em primeira chamada, as 15h30 de 15/02/2019, exatamente no banco de espera do balcão de protocolo da Prefeitura Municipal de Santos, ou em segunda e última chamada as 15h31, nesta com qualquer quórum, finda as 15h32 a assembléia e a abertura dada a esse movimento à discussão em sala de bate-papo "in box" no Facebook. À imediata votação, com assinatura em ata, segue-se com fotocópia em mãos, anexa aos requerimentos à SECULT, com pleito de uso dos espaços e cachês, devidamente protocolados. Nomes dos eventos (1, 2) e seus breves programas:
1. À Mulher Caiçara onde Estiver, no Aquário (Municipal de Santos);
2. Momento do Acervo: "Tarquínio, começar de novo", no Sarau do Anzol, no Cine arte Posto 4 e concha acústica Vicente de Carvalho (no palco Zéllus Machado ou, se em reforma, em chão frio baixo da concha).
Assina o presidente dessa assembléia e moderador da sala de bate-papo Acervo dos Escritores Santistas, no Facebook, Ricardo Rutigliano Roque, que abaixo expõe os breves programas já discutidos, aqui em deliberação:

1'.
À Mulher Caiçara onde Estiver, no Aquário Municipal de Santos, em 15/03/2019 - sexta-feira:
15h recepção no anfiteatro externo ao Aquário Municipal de Santos:
. assinatura em livro do Acervo dos Escritores Santistas;
15h15 brinde fantasia com selfie;
15h30 visita monitorada dos com crachá;
15h30' jogo quebra gelo dos sem crachá;
16h pintura de capa artesanal de passaporte fantasia dos com crachá;
16h' visita monitorada dos sem crachá;
16h30 jogo quebra gelo dos com crachá;
16h30' pintura de capa artesanal de passaporte fantasia dos sem crachá;
17h carimbo em passaporte entregue;
17h30 despedida com selfie.
Evento gratuito.
Local: Aquário Municipal de Santos;
Conto com sua presença;

2'. Momento do Acervo: "Tarquínio, começar de novo, no Sarau do Anzol - sábado, dia 13/04/2019:
10h - "Tarquínio - Começar de Novo" de Rafael Motta - roda de conversa (Cine Arte Posto 4);
10h30 - "Stardust" - na voz de Charles Urbano, à capela  (Cine Arte Posto 4);
10h40 - "Teatro do Oprimido" - por Rafael Palmieri, aberto ao protagonismo dos presentes (concha acústica Vicente de Carvalho);
11h - Sarau do Anzol (1,2):
1. Seus Cabelos: dança de Carolina Rainho, voz de Ricardo Rutigliano Roque e Rafael Palmieri, com este ao violão, ambos do Acervo dos Escritores Santistas,
2. dizer poético e musical eventuais dos presentes (concha acústica Vicente de Carvalho);
Locais: Cine Arte Posto 4 e Concha Acústica Vicente de Carvalho. Entrada Gratuita.
Conto com sua presença.

Por ser verdade assino a presente ata:
...

sábado, 9 de fevereiro de 2019

Manga e Abacaxi saciam o Surfista.

Corta a espuma ao meio -
no mar de ondas
surfista desliza na prancha.

O doce da manga
abraça o caroço
com a casca amarela.

Abacaxi se esconde
na casca espetada -
garoto na espreita.

rrr. / Grêmio de Haicai Caminho das Águas.

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Amilton Antunes Barreira.

A
M anhã
I luminas.
L evantas
T uas
O ndas
N o

A quífero.
N utres
T erra,
U mideces
N atural
E strada.
S emeias

B arro.
A li
R efrescas
R amos.
E molduras
Í ntegro
R ecreio.
A manheces.

rrr. / Amilton Antunes Barreira em memória.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

É mentira Terta!?

   Há um remédio vencido, após aberto. A substância foi, de tal remédio, vitoriosa, ao ter sido usada em tecido infectado. Para se manter em prateleira ele se traveste de bisturi para operação de extirpação desnecessária, biológica do tecido já inerte. O problema é que está com bula indecifrável, isto por dislexia do autor. Tal dificuldade se traduz à leitura. Todos que tentam lê-la procuram, por dificuldade assimilada, atabalhoada e cinestesicamente se portarem como bisturis. Já extirparam um tecido negro e dois jovens. Há uma janela com vidro, em uma espécie de aquário, onde se acumpliciam ferruginosos instrumentos com saudade de quando não estavam enferrujados e outro ainda sem soluto e sem solvente é aquela água.
   Chama o nosso colega psiquiatra para dar um jeito, ou o anestesista para diminuir a dor no paciente, este de nome Brasil.
   Boa noite.

rrr. - moderador do Médicos.

https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=2147329268658636&id=100001447508119

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Centro Acadêmico Rolando Tenuto.

C abe
E mpatia.
N utrir
T urma
R esiliente.
O ntológica

A titude -
C onceder
A os
D inossauros
E special
M imo,
I nstiga
C amaradagem.
O utrora

R etorna
O nde
L ago
A conchega.
N ove
D esperta
O u

T raduz
E nsejado
N adar.
Ú mido
T erreno
O timiza.

rrr. - Ricardo Rutigliano Roque (ex-aluno da Turma Nove e diretor financeiro do DART - Diretório Acadêmico, à época) / Milenna Padovani (presidente do atual CART - Centro Acadêmico Rolando Tenuto).

sábado, 8 de setembro de 2018

Drogadição Estatizada.

AUSENTE MERITOCRACIA EM COMÉRCIO DE DROGAS - PRESCRITOR NÃO TOXICOLOGISTA, PRIVATIZADO COM TRANSGRESSÃO AO CÓDIGO DO CONSUMIDOR - COMBO DA PRESCRIÇÃO E VENDA, E PELO MESMO NARCOBURGUES.
Drogadição é doença e merece Política Pública - Redução de Danos, tal qual iniciada por David Capistrano em Santos: distribuir seringas para as injetáveis - para evitar a disseminação  da AIDS, hoje inaláveis, estas a serem, quiçá, trocadas por outra de menor efeito devastador.
Em contraponto a isto há um entrevistado, traficante de país produtor de cocaína, que disse: "os norte-americanos matam nossos filhos de fome, então nós matamos os filhos deles com drogas"! Ele "prescreve" - aplica (na linguagem de rua), e após dar amostras grátis vende ao público cativo - por dívida da gratuidade. Sem diminuir a dose ou a potência da droga - desmame.
A prescrição teria que ser estatizada. Os prescritores seriam médicos toxicologistas do SUS. A droga estaria em farmácia própria do Estado.
Que tal?
Bom dia.

rrr.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Turma Nove.

T eu
U rdido
R emanso
M ina
A leivosia!

N ada
O nde
V agalhões
E xcluam!

rrr. / Turma IX.

domingo, 3 de dezembro de 2017

Bandnews notícia: U.S.A. sai do Programa de Refugiados.

 Então o Trump é dado a eventos, factóides, que seriam saborosos em Literatura, se bem conduzidos. Mas, os insensíveis mandam no mundo, e os advogados Obama e Michele eram, "apenas", parte de uma espécie de Pastoral de Necessitados, então, levam, às costas, o peso do mundo das demandas humanitárias, já o Trump é o Capitão do Mato.
   Vê-se o resultado em peça, já encenada em teatro de arena da Pça. Roosevelt - coincidente nome, autoral da Amazônia que olha o Caribe por nós, e premiada desde Manaus, denominada "Banana Mecânica", referenciada à época pela Fôlha de São
Paulo, que traz a Chiquita Banana, que representa uma republiqueta da América Central que sofreu com "dumping" - domínio de toda cadeia produtiva: porto e transporte desde a produção, da exportação até a importação, por empresas americanas.
   Ali não sobrou nem árvore, como no Haiti, onde por devastação econômica - francesa e depois americana, abateu-se uma construção arquitetônica sobre a pediatra, da nossa multimistura, a Zilda Arns.
rrr./

Pequena História em Política Pública - Saúde Ambiental.

   Em Santos a política da professora de História do Estado de São Paulo, e advogada, Telma de Souza - prefeita, com o Dr. David Capistrano Filho - professor da Faculdade de Saúde Pública da USP, enquanto Secretário de Saúde dela, ao se despoluir as praias, ao reativar as comportas dos canais, de águas pluviais, de Saturnino de Brito - engenheiro sanitarista também do E.S.Paulo; o fechamento da Casa de Saúde Anchieta - degradação humana em forma de internação psiquiátrica; urbanização da Vila Gilda - casas de palafitas, já com David prefeito; instalação da rede de policlínicas - consolidação do SUS, em Santos; bolsa em pós graduação, lato sensu, em Saúde Pública, com 50% custeado pelo município. Programas de Políticas Públicas implantados.
rrr. - Pós Graduado em Saúde Pública, lato sensu, pela UniSantos / Saúde Ambiental.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Cocaína ao mar!

Álcool não pagasse impostos, também seria dosado no mar (*)!? A busca pelo prazer, sem aquilo que denota amor - o limite! A criança busca o limite, mesmo imanente, quando paga, nesse caso já grande, com a própria vida, para se sentir amada! Sinto muito!

rrr./

https://www.tratamentodeagua.com.br/litoral-sp-100-vezes-mais-cocaina-no-mar-costa-eua/

domingo, 26 de novembro de 2017

Despacha-me.

(“Naquele Verão”)
   No Solemar, em pernoite, dentro do edifício dos correios. Para tal fim utilizado, só durante o dia. Ali pronto atendimento médico, do entardecer ao raiar de novo dia. Uma vez por semana era ingerido, solitariamente, um saco de bisnaguinhas “Seven Boys” recheadas com requeijão em pote. Por condenado passado. Trancado em egoístico quarto de hora, em dependência de resolver uma pendenga. Queria engordar-se em conteúdo, envelopado em roupa branca. Uma missiva humana, a ser despachada pela manhã. Com aviso de recebimento, ao destinatário, em prova de aceitado modelo. Rechonchudo que tapou, um dia, sua visão em aula. Recebeu resposta assinada, em desvio de tal "correspondência",  do chefe de laboratório. Falência de sua lactase, exaurida ao absorver tantos derivados de vaca!
   Já de outra feita pernoitava no Belas Artes, outro bairro mais ao sul. Deparou-se, em plantão geral, com a notícia. Homônimo a seu desafeto, o destinatário em foco, se encontrava por igual período, o colega em maternidade, no bairro do centro.
   Ele arteiro, porém, ainda longe de plenitude de Belas Artes, e outro já ao centro daquilo que todos nós temos. Alvo naquele novembro azul, em compulsório movimento, agora repetido. Um arteira flecha e outro tal alvo. Este à frente colocava-se inerte, não mais agora, por tempo suficiente para fazer-se mira, como um dia em aula!
   O professor cuidador de ambos, apenas preocupara-se em nada quebrar seu endoscópio, naquele dia. Este sem orifício à adentrar, como objeto de estudo, até ali. Não adentrado, naquela aula prática, no Carface azulado, quase engasgado, que vaticinou:
    - Nunca mais faça isso.
   Nunca mais!

rrr./

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Ode em Fuga!

Foge-se daquilo que desarma, pois simboliza falta de agressividade que nos é imposta por uma Cultura datada. À mulher "caberia agir sozinha" junto ao filho, este que mais fragiliza a defesa do pai. Ode à coragem dela.

rrr./

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Capitão do Mato!

O feriado movimenta o turismo interno se, legal e perenemente, junto ao final de semana - como no Japão. O escravo daqui "não quer" copiar o que é libertário e, além de trabalhar demais, repete o discurso do capitão do mato - persecutório, pra não ser levado ao pelourinho. Ah, vá! Sinto muito.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

O Nome Do Menino - editado.

("Meu Ideal Seria Escrever").

   Escrever! É sua construção redentora! Escrita vívida, em remissão!
Elegia! Se consoante reluta, evoca vogal. Entroniza, reina!

   A rua recebe o sol da manhã e, desde cima do Morro do Itararé, desperta mais tarde a gente. Há sombra projetada da casa de um menino que, de tão próxima dali, não é alongada pelos raios de luz quase verticais pra vencer tamanho cume.
   Mário deixa de ser, homônimo em seu gênero ao Maria de suas irmãs ou de ancestral, sem nunca ter sido, em obstada proposta, por compulsão daquele ao jogo de azar. À sombra de gozosa vontade de gestar, jaz inominada, a sua ensejada natividade que alavanca gratidão da prole ou não, agora cessada por sua varonil chegada.
   - Qual o nome dado? Pergunta sua tia avó.
   - Essa decisão fica pro nascimento. Responde seu pai.
   O Sol nasce todo dia e tem um nome, já aquele menino é, prestes a se esparramar em seu mundo, alvo da busca do seu. Nasce e faz sombra sobre o gestar, agora obstado, de eventuais conceptos.
   Ele já está grande, quando pega um triciclo que é de todos. Joga-o contra uma pilha de tijolos ali, sobre a calçada, empilhados para tal impacto. Outra barreira está, intransponível à bola por ele compartilhada no jogo de rua, contida em roseiral, da jardineira que aquela devolve, em algoz decisão, findo o entusiasmo nela, tornada alvo por tantos chutes imprecisos.
   O mar está entre morros, assim protegido das ondas oceânicas, em aparente brevidade à travessia, desmentida por numerosas braçadas, cavadas na água, que impulsionam a prancha de isopor do menino. No outro extremo da ilha há esforço, desmedido de seus bíceps e tríceps, em ataque à curva rumo ao mar aberto, contra a maré enchente, na baleeira do clube de regatas.
   O rabiscar de sua protagonista caneta traz, na escrita, o seu nome: Menino, no coadjuvante papel.
   Antes de escrever há percepção de que é um menino escrito.
   Sua mão está firme, seguida por sua ideia. À direita é escrito o que sua mente apenas copia. A ponta da caneta só aponta. Os olhos veem, ainda sem enxergar, o momento.
   Há, ali onde ele trabalha, um ventilador em assemelhado ficar, com volteios, de sua grafia azul, depositada no papel que a recebe. Já as linhas são de outro tom azul, que contrasta com o vazio, sob branca nuvem que se deixa descortinar, para visão do céu.

rrr./

http://ricardorutiglianoroque.blogspot.com.br/2017/10/nome-do-menino.html